Tenho lido por aqui, por ali, por acolá, que, quem não está de acordo com a atual direção do PS, ou pretende um “golpe de estado” ou é um “oportunista".
Ora bem…
Diz a definição de golpe de estado, que o mesmo destina-se a derrubar ILEGALMENTE um governo constitucionalmente LEGÍTIMO.
Esse termo aplicado, à atual liderança do PS, soa-me a paradoxo, porque, se o que se pretende, é a marcação de um congresso para que o mandato do secretário-geral do PS não se prolongue “ilegalmente” para lá dos dois anos; um golpe de estado para repor a legalidade, não sendo caso único, seria quase sui generis.
Quanto ao “oportunismo”; não será melhor aplicado a uma desculpa de que estamos a poucos meses de autárquicas, o que torna, pouco “oportuno”, um congresso.
As autárquicas são em Setembro. Não chegam 8 meses de permeio para marcar um congresso e esclarecer, de vez, a situação?
As últimas sondagens, mostram um PS à frente do PSD mas, não ultrapassando os 34%, onde estagna.
Sabendo que, em eleições anteriores o PS atingiu maioria absoluta, este resultado demonstra um PS longe de conseguir agregar, em si, o desagrado das pessoas e de surgir como a ALTERNATIVA "natural" a este Governo.
Parece-me pois, de BOM SENSO, que se consultem os militantes para se saber se Seguro se deve manter como secretário-geral ou, se outra personalidade, terá mais apoio do que ele para levar o PS a descolar nas sondagens.
A ser assim, resulta lógico que essa consulta aconteça antes das autárquicas.
Para que o PS se sinta unido, é forçoso haver uma liderança clara, INCONTESTADA em torno de um projeto ALTERNATIVO, perfeitamente definido, à governação PSD-CDS.
Não me parece, que seja isso que ocorre atualmente.
Se, na realidade, Seguro, é o que os militantes preferem para liderar as “batalhas” que se aproximam, então o Congresso também será o ideal para CONSOLIDAR a sua liderança.
Se, pelo contrário, se manifestar em congresso que Seguro não se apresenta como alternativa forte e DEMARCADA perante o Governo, então o Congresso será igualmente importante para que tal seja clarificado e os militantes possam OPTAR por outra liderança.
É que assim, vamos vivendo numa “paz podre” onde, nem os socialistas estão UNIDOS em torno de uma liderança; nem os Portugueses vislumbram uma ALTERNATIVA ao atual Governo mas apenas mais uma ALTERNÂNCIA e isso desfavorece, grandemente, o PS na intenção de voto dos portugueses.

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