sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um EPITÁFIO também é um ELOGIO...


Fruto da sua política de “péssimo aluno» e do “agarrem-me se não eu vou-me embora do Euro”, a Grécia obteve melhores condições para o pagamento da sua dívida, como sejam, a redução da comissão dos juros, a
largamento do prazo de pagamento e um período de carência em que não pagará quaisquer juros.

Ao saber disto, o “bom aluno” português, entendeu que, tais condições, se aplicariam também a Portugal, até porque existe um pacto que acorda em que, as condições serão iguais para todos os «países do programa»-Portugal, Grécia e Irlanda..

Nada mais Justo, certo ?
Errado.

A Alemanha, pela voz do seu ministro das Finanças, logo fez saber que não «aconselharia Portugal a beneficiar das mesmas condições» porque não se pode comparar com a Grécia, porque – e aqui está o elogio- Portugal é diferente.
Ato contínuo, Gaspar e o acólito Coelho- ou será o inverso ?- executam uma “cambalhota” com “flic flak à retaguarda”, dizendo que afinal não se deve beneficiar de algo que nos coloca em igualdade de circunstâncias com alguém a quem não nos queremos comparar.

É mais ou menos assim; 
“mau aluno grego” que é um cábula e refilão e que não faz os trabalhos-de-casa, leva um ralhete mas é recompensado com um “doce”. 
“bom aluno português” que é marrão e manso e que, não só faz os trabalhos-de-casa que lhe mandam, como ainda pede mais, recebe um elogio mas é-lhe mantida a dose de trabalhos diários, sem alívio ou pena.

Fora as alegorias escolares, falha-me perceber a lógica por trás da apologia de tratar de forma desigual um problema igual e, em consequência, do governo português não requerer qualquer alívio nas condições de empréstimo.

É que até Cavaco Silva, em muitas situações mudo e quedo, se dignou demonstrar que não vai na conversa dos alemães e reclamou condições iguais às da Grécia.

De elogio em elogio a caminho do epitáfio*.

*(Epitáfio = Breve elogio fúnebre)

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