A CONSPIRAÇÃO
A Alemanha, depois da reunificação alemã, e muito graças ao tratado de Maastricht- que transformou a Comunidade Europeia na atual União Europeia (UE)- cresceu exponencialmente porque lhe passou a ser permitido alargar os seus mercados e vender os seus produtos LIVREMENTE a países como Portugal.
Em concomitância, esse países, eram incentivados, a renovaram e modernizarem as suas agriculturas, pescas e indústrias. Na verdade, acabaram a arruinar esses setores.
Depois, por iniciativa alemã, a UE decidiu criar uma espécie de união monetária, que avançou sem o MÍNIMO CONTROLO e tendo como referência e farol o Marco alemão.
Começou assim a época do consumo em países- como Portugal-, que foram incentivados a fazê-lo, apesar de não terem meios para tal, mas a quem, nessa altura, foram concedidas FACILIDADES de crédito ilusórias para os levar a julgar que tinham.
Sabia e sabe a Alemanha que não existe na EU outro país – ou Estado membro- que a consiga igualar, ou sequer copiar, em tecnologia e indústria, assim como não há uma moeda que lhe faça CONCORRÊNCIA.
Hoje em dia, grande parte do dinheiro que financia a Alemanha, provém de capitais transferidos pelos países do sul para refúgios fiscais e de segurança como a Suíça. Para evitar a sobrevalorização da sua moeda, devido às grandes entradas de capital vindas dos países do sul da Europa – e que iriam retirar competitividade às suas exportações-, a Suíça fez, através de bancos nacionais, compras de dívida alemã no valor de milhares de milhões de euros.
É óbvio que a Alemanha convive bem com esta situação; os capitais que se desenvolveram com as erradas políticas de endividamento dos países do sul, estão a agora a ENGORDAR o país que mais lucrou com as exportações para esses países de exagerado consumo.
Ganha a Alemanha com o endividamento, e ganha a Alemanha com a crise.
A (des)UNIÃO A QUE CHEGÁMOS
A Alemanha e seus países satélites – Holanda e Finlândia- têm LUCRADO e muito com esta crise, financiam-se a juros muito baixos e "emprestam" a juros insuportáveis contribuindo, deste modo, para a impossibilidade de qualquer ajustamento sustentável por quem foi obrigado a ser resgatado e tornando desta forma, esses países, cada vez mais "germano dependentes" e, consequentemente, obrigados a aceitarem tudo o que se lhes impõe, sob pena de impossibilidade de financiamento às respetivas economias e estados.
Apesar disso, a estratégia alemã persiste em obrigar a redução da dívida dos estados-membros e não ao crescimento da economia desses estados.
Por outro lado, a Alemanha obstaculiza o federalismo, que poderia pôr todos os Países em pé de igualdade e já “lança a escada” ao próximo passo que é dar condições ao comissário europeu dos assuntos financeiros - o finlandês Olli Rehn- de poder vetar o orçamento de cada estado-membro.
A Alemanha, está pois ,contra o federalismo, é avessa aos eurobounds e a uma coordenada integração cambial e financeira, defendendo inflexivelmente e ao invés, o seu Diktat..
DA (falsa) SOLIDARIEDADE E OUTRAS COISAS
A Alemanha é quem está menos interessada em que os países em dificuldade levantem a cabeça; está a ganhar com a desgraça dos outros, a nível externo e interno; com os empréstimos subsidia-se e internamente a situação serve para avisar os trabalhadores alemães e mantê-los sem reivindicações porque os empresários alemães, nessa eventualidade, sempre poderão relembrar que existem, na UE, outros países, com ordenados empobrecidos, e à míngua de trabalho, para onde poderão “deslocalizar” as suas empresas.
A Alemanha vai conseguindo o seu desenvolvimento económico à custa do morticínio financeiro da Europa- atitude que, já no passado, lhe saiu cara- mas está determinada a continuar enquanto a deixarmos.
A Alemanha esquece-se que renasceu das cinzas da 2.ª Guerra Mundial à custa do “Plano Marshall” em que os juros que pagavam estavam indexados ao nível das suas exportações, o que lhes permitiu, ter o fôlego necessário para reconstruirem a sua economia: A UE deu mais uma ajuda para que se tornasse possível a reunificação alemã e deixou-os falhar sistematicamente o famoso pacto de estabilidade sem que lhes fossem cobrado coimas pelos constantes incumprimentos. A UE recebe agora, da Alemanha, a resposta dessa solidariedade; na forma de dinheiro emprestado a juros agiotas, com o beneficio alemão em juros negativos.
É por isto que, a Alemanha, que antes era um dos principais impulsionadores da União Europeia, está hoje transformada na sua pior inimiga.
O ADN ALEMÃO
A Alemanha não se emenda e acaba, mais tarde ou mais cedo, por voltar sempre ao mesmo.
Assim que se sentem, de novo revigorados, sobressai-lhes a inata sobranceria, e olham os outros povos como servidores inferiores.
É um complexo de superioridade ancestral herdado dos seus impiedosos e sanguinários ascendentes; os bárbaros germanos.
Está-lhes no sangue, na genética, ocasionalmente procurarem a litigância e o combate como forma de espezinhar os outros povos e, se não for pela guerra armada, será pela “batalha económica”.
A Alemanha faz lembrar aqueles sinistros personagens dos filmes sobre a Máfia, em que há sempre um "amigo" agiota, disposto a ajudar.
O problema surge quando não se pode pagar os juros...
Um país que pede dinheiro emprestado com juros NEGATIVOS para depois ir com ele "ajudar" países em dificuldades cobrando 5 % de juros, não pode estar a contribuir para a harmonia europeia.
Existem muitas maneiras de invadir e ocupar um país; já o tentaram com as granadas de gases tóxicos na 1.ª guerra mundial, depois com os Panzer e as táticas blitzkrieg, sem respeito pelos civis, na 2.ª guerra mundial e acabaram por ser sempre derrotados em nome da liberdade e da democracia.
No final dessas contendas, a Europa sempre lhes deu uma palmadinha nas costas e disse, “o que lá vai, lá vai”.
O (des)NORTE DO GOVERNO PORTUGUÊS
Existe uma quantidade de idólatras do sucesso alemão, que consideram que Portugal deve aliar-se à Alemanha porque está a ser ajudado por ela.
Tal como décadas antes, fizeram os apoiantes de Hitler ou de Salazar, também agora estes reclamam que "apenas uma liderança forte na UE nos fará sair desta balbúrdia.
No início da 2.ª Guerra Mundial e quando os Panzer alemães pareciam varrer a Europa em rápidas conquistas, Salazar, o grande timoneiro português da época, inclinava-se a apoiar o III Reich. Quando a maré começou a mudar, procurou manter-se neutro e, no final da guerra, declarava já o seu apoio aos vencedores aliados sendo que tal “cata-ventismo” lhe foi, na altura perdoado.
Nesta guerra económica dos nossos dias, Passos Coelho é o “timoneiro de bússola magnetizada com o norte alemão" e constitui-se como um bom exemplo do servilismo bacoco que tem sustentado a Alemanha.
Algo está muito errado nesta Europa se não for possível uma mudança mas, quando ela acontecer, desta vez, os aliados vencedores podem não nos querer no lote de vitoriosos.