... Nestes tempos que correm.
Tempos de crise, de desespero, de desgosto e de medo.
Tempos de crise, de desespero, de desgosto e de medo.
Desespero de quem já não
tem dinheiro para assumir os seus mais básicos compromissos e necessidades básicas
de sobrevivência. Desespero das pessoas desempregadas e sem previsão de poderem
vir a deixar de o ser. Pessoas sem horizonte de esperança.
Desgosto por este país estar na
situação em que está...
Um país de suspeição e desconfiança, baseado em ardis,
inverdades e manigâncias políticas e em que nunca se sabe o que está para vir.
Medo que se instalou e nos assombra
a vida, trocando os sonhos de uma vida segura pelo pesadelo do desconhecido. Quase
todos nós sentimos a crise e, se não a sentimos de modo pungente, conhecemos,
certamente, alguém que passa por momentos de aflição e sentimo-nos
constantemente desassossegados com receio que essa angústia nos venha, também,
a atingir. E sentimos medo. Medo do que há de vir
Todos estes sentimentos de desesperança, são, ainda
por cima, maximizados e empolados por
uma Comunicação Social que todos os dias nos “bombardeia” com notícias, parangonas
e artigos com frases atormentadas sobre a crise e os seus efeitos.
Vivemos acima de tudo tempos de carência…
Carência de esperança.
Porque onde não há esperança, é difícil existir esforço.
Porque a esperança,
por si só, já é uma felicidade, e a melhor que podemos sentir.
E porque podemos perder quase tudo menos a esperança porque quem perdeu a
esperança perdeu também o medo e isso significa desespero.
Os povos vivem sobretudo de esperança.
As revoluções têm por objetivo substituir por esperanças novas as antigas que
perderam a sua força.
De aí que seja necessário um discurso honesto de esperança.
Faltam estadistas, governantes com sabedoria e capacidade
de liderança.
Gente com honra que cumpra os compromissos assumidos
e prometidos e que, por isso, inspirem confiança, porque discursos de
confiança só têm impacto se produzidos por gente que a inspire
Governantes, com ou sem passado académico, mas com
experiência, porque o essencial é o conhecimento empírico.
Sabemos que em tempos difíceis se torna mais fácil fraquejar
e desistir.
Mas tal como na evolução e adaptação das espécies, apenas
os mais aptos sobreviverão, e os mais aptos não são, forçosamente, os mais
ricos, os mais desonestos e os mais corruptos.
Quero acreditar que serão aqueles com mais Esperança.
Alguém disse que «a esperança é um empréstimo que fazemos à felicidade»
Numa época em que tanto se fala dos juros da
dívida, eu não me importo de pagar mais juros, se estes forem sobre um empréstimo à esperança.
“ (…) We've got to hold on to what we've got
'Cause it doesn't make a difference
If we make it or not
We've got each other and that's a lot
For love - we'll give it a shot ”
“ We're half way there
Take my hand, we'll make it, I swear”
(excerto de: “Livin´on a prayer” dos Bon Jovi)
(excerto de: “Livin´on a prayer” dos Bon Jovi)

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