O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, foi ao Parlamento dizer que a INDEPENDÊNCIA dos magistrados «começa a ser posta em causa».
E porquê ?
Por pressões políticas ?Por pressões corporativas ?
Não. Por pressões financeiras. Pela redução de vencimentos a que estão sujeitos.
Porque a situação «perigosamente preocupante», nas palavras do douto senhor, pode levar, no limite; a que os juízes cedam na sua essencial INCORRUPTIBILIDADE.
E estas declarações, que em tempos normais seriam, no mínimo, consideradas ANORMAIS passam como naturais.
Desde que sejam em protesto contra qualquer medida de corte de despesa ou de redução salarial- seja em quem for- tudo é permitido porque é mais uma voz a engrossar a voz da insatisfação e todos juntos fazemos muitos.
Ora não pode ser assim e, neste caso, não DEVE ser assim !
Os magistrados em Portugal, são remunerados e têm regalias, muito acima da média. PORNOGRAFICAMENTE acima da média, para os dias que correm.
Acrescido à falta de moral para reclamarem do que é tirado a TODOS, é o facto de, sem qualquer pundonor, se vir declarar que a RETIDÃO dos juízes depende do salário que auferem.
Este tipo de argumento além de os diminuir, transforma-os em mercenários, cujo empenho na justiça é diretamente proporcional àquilo que lhes pagam.
Seguindo esta linha de pensamento, todos aqueles que levam cortes salariais poderiam argumentar o mesmo:
Os polícias seriam corrompidos para fecharem os olhos ao crime;
Os bombeiros não nos atenderiam em momentos de aflição sem uma “gorjeta” antes;
Os médicos e enfermeiros fariam triagem de urgência consoante a “gratificação” que lhes fosse dada;
Os professores dedicar-se-iam apenas aos alunos de quem os pais lhes pagassem uma “propina pessoal”;
O inspetor e fiscal seriam menos atentos se lhes passassem para as mãos uma “verba suplementar”.
Esta crise, se algo de bom pode ter, é de colocar a NÚ as ideias de certas classes, ou estirpes.
E esta classe dos juízes que enche o peito por querer pertencer a uma suposta aristocracia moral e dos bons costumes, são, afinal, uns pobres de espírito que ARRUÍNAM a já empobrecida justiça.
Será isto que a Troika pretende quando insiste como necessário o empobrecimento de Portugal ??

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