quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Simplificação excessiva

Caro Ministro das Finanças.

Não sou economista, e tampouco desejo que «a simplificação excessiva de assuntos complexos conduzam inevitavelmente a mal-entendidos»

Mas …

Será SIMPLES a assunção de que são as empresas que criam riqueza para o país ?

Será EXCESSIVO afirmar que, essas empresas só criam riqueza e emprego se produzirem ? E só produzem se venderem ? E p´ra venderem é preciso clientes ?

E será COMPLEXO, pensar que, se não existirem clientes - entretanto assoberbados e depauperados por impostos e cortes e sem capacidade de consumir-, o consumo retrair-se-á e muito ?

Será, em consequência um MAL-ENTENDIDO concluir que, não existindo consumo, as empresas não produzem e logo irão falir e não pagar impostos, assim como criar mais desemprego que dará lugar a mais subsídios de desemprego e logo; menos receita e mais despesa?

O senhor Ministro das Finanças é que sabe, porque eu sou um pouco como o seu primeiro-ministro; apenas um leigo nestas coisas.
Pronto, ok, concedo…penso um pouco mais.
Defeito meu, talvez.
Mas o senhor é que sabe.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ironia


CAVACO Silva, pela diferença de uns meros euros, optou por receber a REFORMA em vez do vencimento de Presidente da república.

Esse gesto, além de retirar dignidade ao cargo, demonstrou a sua falta de DIMENSÃO para a função, dado que, o Presidente da República  deve auferir o que está estipulado para o exercício do cargo e não receber reforma para que, assim, não seja visto como um REFORMADO.

Ironia do destino que, através das medidas propostas pelo Orçamento de Estado, acabe,  afinal, por ver tornar-se errada aquela opção que por avidez  tomou.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uma tarefa "espinhosa" ...


Não deixa de ser revelador que, sendo este governo, claramente, de uma incompetência e inabilidade atroz, sejam poucos os intervenientes políticos a exigirem a demissão do mesmo.

Deve-se ,esta inação,(quase) exclusivamente à “partidirite” e não ao propalado interesse nacional, que sairia lesado com eleições antes do final da legislatura.

Os partidos, mostram-se tementes a resultados eleitorais desastrosos, assim como também são sabedores de que, a austeridade será o caminho a seguir e evitam, o mais que podem, ficar associados a estes maus tempos, relegando , assim, o poder.

Neste campo, ressalta a liderança , aparentemente,  titubeante de José Seguro mas que nada mais é que uma liderança paciente e maturada, pois o PS sabe que não tem, grande, alternativa à austeridade e à contenção de gastos. Por ser mais ou menos austeridade decorrente de uma ausente ou presente negociação com a Troika, mas será sempre austeridade.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um EPITÁFIO também é um ELOGIO...


Fruto da sua política de “péssimo aluno» e do “agarrem-me se não eu vou-me embora do Euro”, a Grécia obteve melhores condições para o pagamento da sua dívida, como sejam, a redução da comissão dos juros, a
largamento do prazo de pagamento e um período de carência em que não pagará quaisquer juros.

Ao saber disto, o “bom aluno” português, entendeu que, tais condições, se aplicariam também a Portugal, até porque existe um pacto que acorda em que, as condições serão iguais para todos os «países do programa»-Portugal, Grécia e Irlanda..

Nada mais Justo, certo ?
Errado.

A Alemanha, pela voz do seu ministro das Finanças, logo fez saber que não «aconselharia Portugal a beneficiar das mesmas condições» porque não se pode comparar com a Grécia, porque – e aqui está o elogio- Portugal é diferente.
Ato contínuo, Gaspar e o acólito Coelho- ou será o inverso ?- executam uma “cambalhota” com “flic flak à retaguarda”, dizendo que afinal não se deve beneficiar de algo que nos coloca em igualdade de circunstâncias com alguém a quem não nos queremos comparar.

É mais ou menos assim; 
“mau aluno grego” que é um cábula e refilão e que não faz os trabalhos-de-casa, leva um ralhete mas é recompensado com um “doce”. 
“bom aluno português” que é marrão e manso e que, não só faz os trabalhos-de-casa que lhe mandam, como ainda pede mais, recebe um elogio mas é-lhe mantida a dose de trabalhos diários, sem alívio ou pena.

Fora as alegorias escolares, falha-me perceber a lógica por trás da apologia de tratar de forma desigual um problema igual e, em consequência, do governo português não requerer qualquer alívio nas condições de empréstimo.

É que até Cavaco Silva, em muitas situações mudo e quedo, se dignou demonstrar que não vai na conversa dos alemães e reclamou condições iguais às da Grécia.

De elogio em elogio a caminho do epitáfio*.

*(Epitáfio = Breve elogio fúnebre)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

de mal a pior

«SE HÁ COISA QUE O PASSADO RECENTE NOS MOSTRA CLARAMENTE, É QUE A UMA MÁ SOLUÇÃO, AINDA QUE REJEITADA, SUCEDE UMA PIOR.»
-João Almeida-Deputado do CDS-PP justificando o porquê de estar contra este OE-2013 mas votar a favor de mesmo.




O que o jovem deputado quer dizer é que o CDS não votou contra o OE-2013, por forma a impedir, uma crise na coligação e uma possível "queda" do governo e o recurso, de novo, a eleições e à nomeação de um, possível, novo governo.


Denoto aqui um RECONHECIMENTO encapotado do que aconteceu há ano e meio, quando o PSD e O CDS se uniram ao PCP e ao BE para derrubar a “má solução” que seria o Governo Sócrates.


E na realidade o que assistimos, em consequência, é que, à «má solução» que foi rejeitada na altura, sucedeu-se a atual, transformada, por este Governo em grau superlativo absoluto sintético daquela, ou seja; PÉSSIMA.

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Porta-voz do CDS arrasa Orçamento

João Almeida escreve que documento aprovado hoje "não é um bom Orçamento". E diz que só votou a favor "pelas implicações que teria a sua não aprovação­".

A declaração de voto de João Almeida sobre o Orçamento do Estado (OE) é um arraso às contas do Estado aprovadas hoje no Parlamento. No texto, a que o Expresso teve acesso, o porta-voz do CDS escreve que o documento "não é um bom Orçamento" e explica que o seu voto favorável "não se justifica pelo conteúdo do Orçamento, mas antes pelas implicações que teria a sua não aprovação".
"Na sua versão final, este Orçamento mesmo que funcione como exercício académico, terá graves problemas de aplicação prática, em resultado das enormes dificuldades que vai criar às pessoas", escreve o dirigente centrista, que, no entanto, não chumbou o documento. E explica porquê: "Se há coisa que o passado recente nos mostra claramente, é que a uma má solução, ainda que rejeitada, sucede uma pior. (...) Tenho a profunda convicção que a rejeição do Orçamento apenas agravaria a situação dos portugueses, principalmente dos que atravessam maiores dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, com estes ou outros protagonistas, viria uma nova proposta com medidas idênticas em dose reforçada."
Apesar de ter optado por "excluir o mal maior", João Almeida elenca os "cinco riscos muito significativos" deste OE: "a carência de justificação clara para a dimensão do ajustamento necessário; a difícil sustentação do cenário macroeconómico; a desproporção entre o esforço do estado e o esforço solicitado às famílias; a insuficiência das alterações introduzidas, em sede de especialidade; e a introdução de medidas que comprometem reformas futuras".
Para o dirigente centrista, "o valor do ajustamento necessário em 2013 não foi claramente justificado até à votação final", de onde decorre "um primeiro risco de credibilidade, acrescido de um problema de aceitabilidade, uma vez que, numa situação tão difícil não se podem aceitar esforços cuja necessidade não está devidamente justificada". Por outro lado, Almeida lembra que "foi unânime a desconfiança" em relação ao cenário macroeconómico que sustenta o exercício orçamental para 2013.
João Almeida lembra ainda "a desproporção do esforço entre o corte na despesa e aumento da receita", considerando que "constitui uma opção errada e um problema acrescido", pois "será muito mais difícil controlar uma execução orçamental cujo sucesso não depende da eficiência do Estado, mas da capacidade da economia gerar receitas de acordo com o previsto, num clima tão adverso".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/porta-voz-do-cds-arrasa-orcamento=f769957#ixzz2DWFodh6

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Poder absoluto para estupidificar

Apesar de, a grande maioria das pessoas, desde a direita à esquerda, expressarem a sua discordância sobre os pressupostos em que assenta este Orçamento de Estado, o governo persiste em aplicar a receita. 

Muito mais que estupidez, trata-se de exercer um poder absoluto que (ALGUM) povo lhes delegou nas mesas de voto. 


E este poder absoluto, nas mãos de alguns que nunca se enganam e raramente têm dúvidas, está visto que se abastarda e estupidifica.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ESTE GOVERNO É UM "CASE STUDY"...



Depois de ano e meio, o (des)governo de Passos Coelho transformou o Estado português num original paradoxo.

Consegue o PIOR do Socialismo de Estado, ao tornar este Estado um sufocador de impostos;

Consegue, o mais FUNESTO do conservadorismo social, ao pretender que este Estado desista das suas mais básicas funções sociais, abrindo espaço para a caridadezinha; 

Consegue o NEFASTO do neo liberalismo económico ao fazer com que este Estado siga sem questionar, os dogmas do pior capitalismo financeiro.

Este governo de Passos Coelho, será mesmo um “case study”, porque conjuga ,em si, o pior de todos os DOGMAS e IDEOLOGIAS.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Reformar, Refundar ou repensar…O Estado.




A ESTRATÉGIA

Este Governo, seguindo a política do bom aluno que vai além da Troika, carregando fortemente nos impostos e, em consequência reduzindo o consumo interno, acabou a conseguir uma menor receita resultante dos impostos e, em consequência, uma redução insignificante do défice.


Aparentemente resultado de pura incompetência, este intencional falhanço serve, no entanto, o propósito de uma estratégia governamental. 
Ao não corrigir as contas públicas e falhar em atenuar a rota ascendente do défice, o governo pretende demonstrar que, mesmo cortando e saturando de impostos os contribuintes, o que sobra não dá para manter o Estado tal como ele existe.


Este falhanço é, assim, o melhor dos pretextos para este Governo fazer, por pura opção ideológica, o que sempre ambicionou; desmantelar o Estado Social e destruir os, já se si precários, equilíbrios económicos, sociais e políticos do país.
A intenção do aniquilamento do Estado Social, não resulta pois, de uma genuína reação à atual e real capacidade financeira do país, mas à aplicação de um programa ideológico constante nos manuais neo-liberais deste Governo.

REFUNDAÇÃO

Mas já que chegámos aqui, aproveite-se, pois, para discutir as funções do Estado e a sua dimensão social. 
Precisará o Estado de ser refundado, ou carece, isso sim, de saber quais as funções essenciais que deve assegurar?
Nas atuais funções sociais do Estado, a Educação, Saúde, Segurança Social, Habitação, Cultura, são as despesas que consomem mais de 80 % do dinheiro embolsado pelos impostos.

Aparte a Justiça, as Finanças e a Administração Interna que além de absolutamente necessárias são, obviamente, funções de soberania e logo não privatizáveis, a Saúde e a Educação, devem ser mantidas na esfera do Estado embora devam ser objeto de estudo aprofundado sobre as hipóteses de diminuir custos mantendo, ou mesmo melhorando, os serviços prestados.
Já atribuições como, qual a dimensão nas nossas Forças Armadas e no limite a necessidade da sua existência podem ser questionados.
No mesmo sentido, duvido muito que seja fundamental, fomentar e manter uma rede de transportes excessivamente deficitária, e que contribui grandemente para o afundamento das contas públicas.

Feita essa reflexão sobre as funções que o Estado deverá continuar a desenvolver, há que adequá-las às autênticas capacidades financeiras do país e ao nível de tributação que lhe está subjacente e que a sociedade pode ou quer suportar.

"RESUSTENTAR"

A única forma de manter esse Estado Social- tenha ele a dimensão que tiver- de forma financeiramente viável, não é apenas reformá-lo, é dar-lhe, na mesma proporção, uma base sólida de mais crescimento e de mais população ativa apta a sustentá-lo.

No entanto, o esforço imenso, que estamos a fazer, para corrigir os nossos problemas, está concomitantemente, a produzir efeitos perversos, como sejam a subida do desemprego e da pobreza, colocando uma parte importante da população ao nível da sobrevivência e provocando a emigração em grande escala, grande parte dela qualificada, e que seria utilíssima ao país.

Para obstar a esse caminho do ajustamento cego do “custe o que custar”, mais pernicioso que valioso, torna-se premente e urgente implementar e delinear um plano de crescimento sustentável da nossa economia, sendo que, para isso, há que nos aliarmos na Europa, criando um grupo de influência que, connosco, faça sobressair as vantagens e benefícios desse programa.

Sabendo que, um programa de crescimento, para ser viável, necessita de dinheiro livre para investir, são obrigatórias condições de financiamento mais razoáveis e isso passa por demonstrar aos nossos “penhoristas” que, nestes prazos, com estes juros e sem políticas voltadas para retirar do coma assistido a nossa economia, jamais lhes conseguiremos pagar o que quer que seja.

Acabaram os abraços

ACABARAM OS ABRAÇOS...
… Agora só se for uma "chave de braços" e na hora da detenção.

O recente aumento salarial, de mais de 10 %, para a GNR e PSP, por serem um oásis no meio dos cortes generalizados nos vencimentos dos funcionários públicos, pode até parecer desconforme.

No entanto, de estranho pouco terá, pois desligar este facto, do crescimento das manifestações e dos insurgimentos sociais contra a austeridade e o previsível crescendo de violência e radicalização dos protestos, é um exercício alheado da realidade.

Se atentarmos na mais recente manifestação, e a inclusa carga policial, poderemos sempre interrogar-nos se, o empenhamento musculado da polícia- estranho a outras anteriores manifestações- seria o mesmo se, este incentivo monetário não tivesse sido anunciado.

Eu tenho p´ra mim que, não será ilícito concluir, ter esse estímulo financeiro, acicatado na polícia, a dedicação e o zelo na “perseguição” da legalidade e na imposição da serenidade nas massas.

Por isso tudo, quer-me parecer que acabou o tempo dos abracinhos, o que até acho bem, por ser mais sincero.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A verdade da Mentira


Winston Churchill, de quem sou fervoroso estudioso e admirador disse que:
 « Em tempo de guerra, a verdade é tão preciosa que deve estar sempre protegida por uma escolta de mentiras ».

Também assim é, hoje em dia, nestes tempos de GUERRA ECONÓMICA.
Entre tanta MENTIRA de que, AMBOS os lados- Governo e oposições-, se servem  para escoltar as VERDADES, é preciso ter um curso de espionagem e de decifração de enigmas para conseguir alcançar a veracidade dos factos.


Embora, aqui, o Curriculum Vitae  de PASSOS COELHO no que à "escolta de mentiras" diz respeito, torne mais fácil o trabalho de um qualquer comum "espião"; basta tomar como AUTÊNTICO precisamente o contrário do que ele afirma.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

um PÉSSIMO SERVIÇO à Segurança Pública.


Mesmo sendo eu um defensor da ordem e da Lei;
Mesmo sabendo eu que alguns manifestantes apenas o são com o intuito provocatório;
Mesmo sabendo eu que a polícia tem suportado muita ofensa e agressão com uma contenção, até aqui, de elogiar.



Mesmo eu sabendo tudo isso…
E se também, a polícia sabe e identificou quais os manifestantes que atiram petardos, pedras e garrafas porque não foram estes devidamente isolados e detidos ?
Porque a polícia foi INCOMPETENTE !!!

E levaram essa inabilidade ainda mais além, quando carregaram levando tudo à frente, em plena cegueira" desembestada", usando o cassetete a torto e a direito, numa orgia de violência RESSABIADA perseguindo tudo e todos os que se cruzavam no seu caminho sem destrinças.

Ao agir como agiu, tratando todos por igual, quer sejam pacíficos quer sejam “provocadores profissionais”, a polícia fez um PÉSSIMO serviço.

A polícia não é uma organização que serve para provocar o PÂNICO e o medo nas pessoas mas sim fomentar a serenidade e o respeito
A polícia NÃO é a DEFENSORA da democracia mas a garantidora da ordem pública.

Alguém acredita que, qualquer polícia, mesmo que irritado por horas de apedrejamento e insultos, não percebe se está a espancar um “provocador profissional” ou uma idosa ??


O que eu gostaria de perceber é porque razão a PSP, tendo efetivos treinados e preparados para extrair elementos violentos das claques de futebol durante um jogo, não fizeram o mesmo com a dezena de MELIANTES PROFISSIONAIS, que se entretiveram a arremessar pedras e petardos e a destruir propriedade pública ?


A mim, mais que a BRUTALIDADE policial, o que me preocupa é a demonstração de INEXPERIÊNCIA da nossa polícia perante grupos violentos ou manifestações menos pacíficas que são comuns noutros países.


Não esperem de mim que aplauda esta polícia que se comporta da mesma forma que o bando de arruaceiros frustrados que é suposto combater.

Muitos dos que defendem a atuação policial de ontem, decerto nunca saíram do conforto do lar para se manifestarem na rua e nem estão com intenção de o fazer porque se não, estariam preocupados com o facto, de um dia, poderem ser eles as vítimas aleatórias de uma carga policial cega.



Espero que, os manifestantes retirem de vez, essa ideia de que esta polícia se sensibiliza com abraços ou nudez de meninas jeitosas. 

Quem cumpre serviço num corpo de intervenção policial não se deixa comover ou sequer dividir por ações destas.

Da POLÍCIA espero que faça BEM o seu trabalho mas também espero que esteja do lado de lá da barricada porque é desse lado que é suposto estarem.
Dos MANIFESTANTES espero que absorvam isso e que se deixem de LIRISMOS e de UTOPIAS e percecionem que eles, não sendo o inimigo, NÃO SÃO NOSSOS AMIGOS.

Se o que os manifestantes conseguirem com a sua luta beneficiar os polícias, muito bem para eles.
Mas, se pelo meio, eles puderem ir dando indiscriminadamente umas valentes pauladas em tudo o que mexe, …é tudo uma forma de combate.

À polícia deixo um recado;.
Se pensam que é assim que tiram a vontade a um povo civilizado de se manifestar, enganam-se.
A partir de agora, prevejo que haverá ainda mais violência e desta vez também da parte de quem não vinha preparado para ela.

Da parte daqueles que, por serem ordeiros e pacíficos, achavam que seriam tratados de modo diferente e não foram.

Foi o que conseguiram com a vossa BESTIALIDADE.


Para terminar.
Espero que em próximas manifestações onde a polícia seja apedrejada, esta intervenha sem demora e em força sobre esse meio-bando de IDIOTAS selvagens.

É OBRIGATÓRIO que o façam, para defesa da integridade da própria polícia mas também para proteção daqueles que PACIFICAMENTE querem continuar a usar a direito de protestar.

Segurança Pública, é isso !!!






segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cara Senhora Merkel


Cara senhora Merkel;

A Senhora sabe…

- Que os portugueses- esses calões do Sul- trabalham mais horas que os alemães ?
- Que os portugueses- que só querem praia- têm menos  dias de férias e menos feriados que os alemães ?
- Que os portugueses- esses "novos ricos" - ganham, em média, metade do que ganham os alemães ?
Não sabia, não quer saber, ou não lhe fizeram saber !?!


A Senhora sabe…

- Que é uma falsidade  afirmar ser a Alemanha que está a pagar a crise europeia. 
- Que é bem capaz de ser o contrário pois a crise tem permitido à Alemanha financiar-se a juros negativos enquanto os países “resgatados” e os “pré-resgatados” financiam as próprias economias a juros AGIOTAS.

Não sabe, ou finge que não sabe !?!

A Senhora sabe …

- Que o povo alemão, apesar de responsável pelo maior crime da humanidade, que foi o holocausto, mereceu de todos os europeus uma enorme solidariedade para a sua reconstrução e para a a sua reunificação.
 - Que o povo alemão, devia pois, ser especialmente sensível  para com a necessidade de ser solidário com os outros.

Não sabe, ou finge que nunca soube !?!


Pois a senhora fique a saber…

Que eu até consigo perceber que defenda os interesses do seu país.
O que não percebo é este governo do meu país…

Esta subserviência a interesses opostos aos de Portugal.

Mas, por um lado, depois de ver os automóveis topos de gama alemães com que estes membros do governo se passeiam, até fico a perceber alguma coisa…

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tomem Juízo, senhores Juízes


O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, foi ao Parlamento dizer que a INDEPENDÊNCIA dos magistrados «começa a ser posta em causa».

E porquê ?
Por pressões políticas ?Por pressões corporativas ?
Não. Por pressões financeiras. Pela redução de vencimentos a que estão sujeitos.
Porque a situação «perigosamente preocupante», nas palavras do douto senhor, pode levar, no limite; a que os juízes cedam na sua essencial INCORRUPTIBILIDADE.

E estas declarações, que em tempos normais seriam, no mínimo, consideradas ANORMAIS passam como naturais.
Desde que sejam em protesto contra qualquer medida de corte de despesa ou de redução salarial- seja em quem for- tudo é permitido porque é mais uma voz a engrossar a voz da insatisfação e todos juntos fazemos muitos.

Ora não pode ser assim e, neste caso, não DEVE ser assim !

Os magistrados em Portugal, são remunerados e têm regalias, muito acima da média. PORNOGRAFICAMENTE acima da média, para os dias que correm.
Acrescido à falta de moral para reclamarem do que é tirado a TODOS, é o facto de, sem qualquer pundonor, se vir declarar que a RETIDÃO dos juízes depende do salário que auferem.

Este tipo de argumento além de os diminuir, transforma-os em mercenários, cujo empenho na justiça é diretamente proporcional àquilo que lhes pagam.

Seguindo esta linha de pensamento, todos aqueles que levam cortes salariais poderiam argumentar o mesmo:
Os polícias seriam corrompidos para fecharem os olhos ao crime;
Os bombeiros não nos atenderiam em momentos de aflição sem uma “gorjeta” antes;
Os médicos e enfermeiros fariam triagem de urgência consoante a “gratificação” que lhes fosse dada;
Os professores dedicar-se-iam apenas aos alunos de quem os pais lhes pagassem uma “propina pessoal”;
O inspetor e fiscal seriam menos atentos se lhes passassem para as mãos uma “verba suplementar”.

Esta crise, se algo de bom pode ter, é de colocar a NÚ as ideias de certas classes, ou estirpes.
E esta classe dos juízes que enche o peito por querer pertencer a uma suposta aristocracia moral e dos bons costumes, são, afinal, uns pobres de espírito que ARRUÍNAM a já empobrecida justiça.

Será isto que a Troika pretende quando insiste como necessário o empobrecimento de Portugal ??



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

LISTA de DEPUTADOS que VOTARAM o OE-2013.


SÃO, pelo menos, uns TRAIDORES aos seus PENSAMENTOS.
Porque, acreditando eu, que não são uns MENTECAPTOS não poderão defender o que NINGUÉM ACREDITA.

TODOS estes deputados, fizeram mais uma demonst
ração de que NÃO REPRESENTAM POVO ALGUM.
Representam as vontades partidárias, que estão muito longe de serem as do povo.
Foram apenas mais uns que seguiram essa aberração anti-constitucional, encarada com toda a normalidade, chamada Disciplina de Voto que TORNA O PAPEL DE UM PARLAMENTO IRRELEVANTE.
ERRADAMENTE; encaramos como natural os deputados serem a voz do dono: o seu partido, que os nomeou. Sob pena de serem "convidados" a sair, e nunca mais fazerem parte de listas partidárias.
Faltou-lhes a coragem.
Coragem de serem diferentes e saírem do rebanho de carneiros que seguem o “pastor” sem o questionar.
Não se façam é admirados desta AVERSÃO aos partidos que cresce, hoje em dia, em Portugal.

Mas...
Por um lado, até compreendo,
Seria preciso muita coragem, teriam de ser DIFERENTES e CORAJOSOS.
Se calhar esperei demais de quem não pode, não quer ou não tem a capacidade de dar mais.
São apenas gente NORMAL, quando os tempos pedem gente EXTRAORDINÁRIA.


Assim...
Porque os deputados, deveriam supostamente representar o povo; saber do seu voto é uma exigência democrática;
Porque a responsabilidade individual deve ser assumida;
Lembre-mo-nos pois…

De TODOS OS NOMES !!!

Adão Silva (Bragança), Adriano Rafael Moreira (Porto), Afonso Oliveira (Porto), Amadeu Soares Albergaria (Aveiro), Ana Oliveira (Coimbra), Ana Sofia Bettencourt (Lisboa), Andreia Neto (Porto), Ângela Guerra (Guarda), António Leitão Amaro (Lisboa), António Prôa (Lisboa), António Rodrigues ( Lisboa), Arménio Santos (Viseu), Assunção Esteves (Lisboa), Bruno Coimbra (Aveiro), Bruno Vitorino (Setúbal), Carina Oliveira( Santarém), Carla Rodrigues (Aveiro), Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo), Carlos Alberto Gonçalves (Europa), Carlos Costa Neves (Castelo Branco), Carlos Páscoa Gonçalves (fora da Europa), Carlos Peixoto (Guarda), Carlos Santos Silva (Lisboa), Carlos São Martinho (Castelo Branco), Clara Marques Mendes (Braga), Cláudia Monteiro de Aguiar (Madeira), Conceição Bessa Ruão (Porto), Correia de Jesus (Madeira), Couto dos Santos (Aveiro), Cristovão Crespo (Portalegre), Cristovão Norte (Faro), Cristovão Simão Ribeiro (Porto), Duarte Marques (Santarém), Duarte Pacheco (Lisboa), Eduardo Teixeira (Viana do Castelo), Elsa Cordeiro (Faro), Emídio Guerreiro (Braga), Emília Santos (Porto), Frenando Marques (Leiria), Fernando Negrão (Braga), Fernando Virgílio Macedo (Porto), Francisca Almeida (Braga), Graça Mota (Braga), Guilherme Silva (Madeira), Hélder Sousa Silva (Lisboa), Hugo Lopes Soares (Braga), Hugo Velosa (Madeira), Isilda Aguincha (Santarém), Joana Barata Lopes (Lisboa), João Figueiredo (Viseu), João Lobo (Braga), João Prata (Guarda), Joaquim Ponte (Açores), Jorge Paulo Oliveira (Braga), José de Matos Correia (Lisboa), José de Matos Rosa (Lisboa), José Manuel Canavarro (Coimbra), Laura Esperança (Leiria), Lídia Bulcão (Açores), Luís Campos Ferreira (Porto), Luís Leite Ramos (Vila Real), Luís Menezes (Porto), Luís Montenegro (Aveiro), Luís Pedro Pimentel (Vila Real), Luís Vales (Porto), Margarida Almeida (Porto), Maria Conceição Pereira (Leirie), Maria da Conceição Caldeira (Lisboa), Maria das Mercês Borges (Setúbal), Maria Ester Vargas (Viseu), Maria João Ávila (fora da Europa), Maria José Castelo Branco (Porto), Maria José Moreno (Bragança), Maria Manuela Tender (Vila Real), Maria Paula Cardoso (Aveiro), Mário Magalhães (Porto), Mário Simões (Beja), Maurício Marques (Coimbra), Mendes Bota (Faro), Miguel Frasquilho (Porto), Miguel Santos (Porto), Mónica Ferro (Lisboa), Mota Amaral (Açores), Nilza de Sena (Coimbra), Nuno Encarnação (Coimbra), Nuno Filipe Matias (Setúbal), Nuno Reis (Braga), Nuno Serra (Santarém), Odete Silva (Lisboa), Paulo Batista Santos (Leiria), Paulo Cavaleiro (Aveiro), Paulo Mota Pinto (Lisboa), Paulo Rios de Oliveira (Porto), Paulo Simões Ribeiro (Setúbal), Pedro Alves (Viseu), Pedro do Ó Ramos (Setúbal), Pedro Lynce (Évora), Pedro Pimpão (Leiria), Pedro Pinto (Lisboa), Pedro Roque (Faro), Ricardo Baptista Leite (Lisboa(, Rosa Arezes (Viana do Castelo), Sérgio Azevedo (Lisboa), Teresa Costa Santos (Viseu), Teresa Leal Coelho (Porto), Ulisses Pereira (Aveiro), Valter Ribeiro (Leiria), Vasco Cunha (Santarém), Abel Baptista (Viana do Castelo), Adolfo Mesquita Nunes (Lisboa), Altino Bessa (Braga), Artur Rêgo (Faro), Helder Amaral (Viseu), Inês Teotónio Pereira (Lisboa), Isabel Galriça Neto (Lisboa), João Gonçalves Pereira (Lisboa), João Paulo Viegas (Setúbal), João Pinho de Almeida (Porto), João Rebelo (Lisboa), João Serpa Oliva (Coimbra), José Lino Ramos (Lisboa), José Ribeiro e Castro (Porto), Manuel Isaac (Leiria), Margarida Neto (Santarém), Michael Seufert (Porto), Nuno Magalhães (Setúbal), Raúl de Almeida (Aveiro), Telmo Correia (Braga), Teresa Anjinho (Aveiro), Teresa Caeiro (Lisboa) e Vera Rodrigues (Porto).


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ter casa em meu nome

Decidir aumentar o Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) tratando a maioria dos proprietários de casas, como meros possuidores de valor patrimonial, esquecendo- ou fingindo esquecer- que em Portugal, a ESMAGADORA maioria dos proprietários s
ão “donos” de uma hipoteca e não de uma habitação, é atear o rastilho que levará ao barril de pólvora da DESOBEDIÊNCIA CIVIL.

É que, acrescentar mais uma enorme despesa aos orçamentos familiares, muitos já esgotados e também ESPOLIADOS dos subsídios de férias e de natal que permitiam atender a estas emergências, vai criar uma CHANTAGEM às pessoas; pagar duplamente pelo “privilégio” de ter “casa em seu nome”, ou guardar o dinheiro para as necessidades básicas como comer,vestir, educar os filhos…viver !?!?!



A decisão sobre o que pagar não é difícil de perceber.

A não ser que, dado que a casa que se paga ao banco ser, por via da hipoteca, também propriedade do mesmo banco, este ASSUMA, na devida proporcionalidade, parte do pagamento do IMI.

Ou isso, ou ...nada !!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O fim da Direita

De toda esta situação de um Orçamento de Estado que provocará a pior HECATOMBE,em décadas, em Portugal;
De toda esta gentinha de MENTECAPTOS,  RELES, INÁBEIS, INCOMPETENTES, MENTIROSOS e TRAPACEIROS que é este governo PSD- CDS;  retiro uma coisa boa…

É que, estão a gerar uma AVERSÃO e um ASCO tão grande nas pessoas à IDEOLOGIA de Direita e aos seus promotores e implementadores PSD e CDS que, durante muitos e bons anos, a Direita será uma má recordação e uma impossibilidade futura no Governo deste país.

E é isso, que também sabem e receiam todos aqueles, desde comentadores a ex-governantes e ex-parlamentares, ligados à Direita. E, por isso, também eles protestam e opinam contra este governo e estas medidas.
Porque eles sabem que isto é o fim da Direita e das suas concepções, agora, claramente reveladas.

Se temos de sofrer o que vamos sofrer para no final nos livrarmos desta Direita MALÉFICA e PERNICIOSA, pois que encaremos este tempo, como o tratamento de extirpação de um CANCRO a que no fim acabaremos por sobreviver

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Do Asco ao Nojo

Há muito tempo que não havia, em Portugal, um governante tão PERIGOSO.
Este homem que no início parecia apenas politicamente ingénuo é um MAQUIAVÉLICO, provocador. 
Este homem é irritante no conteúdo, pelo que faz e na forma como o faz; pro

vocando com o ar mais tranquilo do mundo.

Provoca os parceiros de coligação ao anunciar medidas como «enorme aumento de impostos»;
Provoca o Presidente da República ao dizer que não tem «tempo para ler o Facebook»;

E digam lá, no meio disto tudo, e conhecendo esta personagem, não soa também a provocação quando o homem diz que os portugueses «são o melhor povo do mundo» ??

Esta semana, vem dizer que os portugueses exigem mais do Estado do que os impostos que pagam, fingindo esquecer–se que, o Estado por ele, é useiro e vezeiro em ROUBAR aos contribuintes aquilo que eles descontaram numa vida profissional inteira.




O que este homem provoca em mim, é ASCO. Puro NOJO.

Este homem é TEIMOSO, persistente, orgulhoso, vingativo e PERVERSO.

Há muito que não sentia por um político ou governante um sentimento tão perto do ÓDIO.
Quando MORRER- politicamente- vou abrir uma garrafa de champanhe, em comemoração do facto.









A puppet on a string…




Na 2.ª Guerra Mundial, nos países ocupados pelo III Reich Alemão, era instituído um Governo que adotava os interesses da Alemanha em situações políticas, económicas e estratégicas. Eram designados de “Estados Fantoche”.

Os mais conhecidos governantes desses estados, foram  Philippe Pétain na França de Vichy e Vidkun Quisling na Noruega.
Para esses personagens, utilizava-se o termo COLABORACIONISTA; um eufemismo para a palavra TRAIDOR.

Ângela Merkel, a putativa imperatriz da Europa do IV Reich, vem agora visitar o Estado mais ocidental da Europa e honrar o seu mais acérrimo colaboracionista, Passos Coelho, com uma célere visita.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A esperança é um empréstimo que fazemos à felicidade...



 ... Nestes tempos que correm. 
Tempos de crise, de desespero, de desgosto e de medo.

Desespero de quem já não tem dinheiro para assumir os seus mais básicos compromissos e necessidades básicas de sobrevivência. Desespero das pessoas desempregadas e sem previsão de poderem vir a deixar de o ser. Pessoas sem horizonte de esperança.

Desgosto por este país estar na situação em que está... 
Um país de suspeição e desconfiança, baseado em ardis, inverdades e manigâncias políticas e em que nunca se sabe o que está para vir.

Medo que se instalou e nos assombra a vida, trocando os sonhos de uma vida segura pelo pesadelo do desconhecido. Quase todos nós sentimos a crise e, se não a sentimos de modo pungente, conhecemos, certamente, alguém que passa por momentos de aflição e sentimo-nos constantemente desassossegados com receio que essa angústia nos venha, também, a atingir. E sentimos medo. Medo do que há de vir

Todos estes sentimentos de desesperança, são, ainda por cima, maximizados e empolados  por uma Comunicação Social que todos os dias nos “bombardeia” com notícias, parangonas e artigos com frases atormentadas sobre a crise e os seus efeitos.

Vivemos acima de tudo tempos de carência…
Carência de esperança.
Porque onde não há esperança, é difícil existir esforço.
Porque a esperança, por si só, já é uma felicidade, e a melhor que podemos sentir.
E porque podemos perder quase tudo menos a esperança porque quem perdeu a esperança perdeu também o medo e isso significa desespero.

Os povos vivem sobretudo de esperança.
As revoluções têm por objetivo substituir por esperanças novas as antigas que perderam a sua força.
De aí que seja necessário um discurso honesto de esperança.
Faltam estadistas, governantes com sabedoria e capacidade de liderança.
Gente com honra que cumpra os compromissos assumidos e prometidos e que, por isso, inspirem confiança, porque discursos de confiança só têm impacto se produzidos por gente que a inspire
Governantes, com ou sem passado académico, mas com experiência, porque o essencial é o conhecimento empírico.

Sabemos que em tempos difíceis se torna mais fácil fraquejar e desistir.
Mas tal como na evolução e adaptação das espécies, apenas os mais aptos sobreviverão, e os mais aptos não são, forçosamente, os mais ricos, os mais desonestos e os mais corruptos.
Quero acreditar que serão aqueles com mais Esperança.

Alguém disse que «a esperança é um empréstimo que fazemos à felicidade»
Numa época em que tanto se fala dos juros da dívida, eu não me importo de pagar mais juros, se estes forem sobre um empréstimo à esperança.



“ (…) We've got to hold on to what we've got
'Cause it doesn't make a difference
If we make it or not
We've got each other and that's a lot
For love - we'll give it a shot ”

“ We're half way there
Take my hand, we'll make it, I swear”

(excerto de: “Livin´on a prayer” dos Bon Jovi)